Está em vigência uma das mais avançadas convenções coletivas de trabalho (CCT) do setor das indústrias de móveis, firmada no final de maio de 2012 que envolve mais de 1.000 empresas, beneficia 10 mil trabalhadores e tem validade até 30 de abril de 2013. A convenção foi firmada entre o Sindicato das Indústrias Moveleiras e Madeireiras do Vale do Uruguai – SIMOVALE e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Chapecó – SITICOM.
A convenção cobre uma área formada por mais de 80 municípios do oeste catarinense que formam a base territorial do SIMOVALE. Como a região é muito grande e tem peculiaridades, foram constituídas comissões negociais descentralizadas. O diretor executivo, Leonel Felipe Beckert, destaca que foram firmadas seis convenções – Chapecó (que baliza as demais), Xanxerê, São Miguel do Oeste, São Lourenço do Oeste, Pinhalzinho e Xaxim, atendendo aos anseios do empresariado e respeitando as necessidades de cada microrregião abrangida pelo SIMOVALE.
Os efeitos da convenção abrangem as categorias formadas pelos trabalhadores na indústria de serrarias, carpintarias, tanoarias, madeiras compensadas e laminadas, aglomerados e chapas de fibra de madeiras compensadas e laminadas, aglomerados e chapas de fibra de madeiras; oficiais marceneiros e trabalhadores na indústria de serrarias e de móveis de madeiras; trabalhadores na indústria de móveis de junco e vime e de vassouras; trabalhadores nas indústrias de cortinados, colchões e estofados; trabalhadores na indústria de escovas e pincéis.
De acordo com o assessor jurídico do SIMOVALE, advogado Daniel Moita Zechlinski, mestre em direito do trabalho, a convenção tratou de cláusulas econômicas e sociais, mas o principal ponto de negociação, como sempre tem sido, foi o reajuste salarial, que ficou assim definido: uma antecipação no mês de fevereiro/2012 de 5%, as empresas concederam reajuste salarial em 01 de maio de 2012 de 2,5% a título de correção salarial e aumento real no salário percebido a partir do mês de abril de 2012.
Foi instituído o salário normativo e profissional, pago a todos os trabalhadores da categoria desde 1º de maio de 2012 nas seguintes condições: motoristas de carretas piso salarial mínimo de R$ 1.400,00; demais motoristas e operadores de retroescavadeira, tratores de médio e grande porte, empilhadeiras e pá-carregadeira piso salarial mínimo de R$1.270,00; marceneiros, laminador de serra-fita, pintor e estofador, fica garantido um piso salarial mínimo igual a R$ 980,00; demais profissionais não incluídos piso salarial mínimo de R$ 826,00. Aos demais trabalhadores não incluídos nos itens anteriores ficou garantido um piso salarial mínimo igual a R$ 736,00.
Zechlinski realça que outras inovações e avanços que a CCT apresentou para o trabalhador foram o abono de falta ao empregado estudante e vestibulando (direito de abono de falta ao empregado estudante e vestibulando, nos horários dos exames, pré-avisando o empregador com 72 horas de antecedência e desde que comprove a participação nas provas) e abono de falta ao pai/mãe trabalhadora no caso de necessidade de consulta médica do filho até 12 anos de idade e para o filho inválido ou excepcional, sem limite de idade, mediante comprovação por declaração médica.
O SITICOM, por outro lado, assumiu o compromisso de combater as chamadas empresas irregulares, as quais, para o SIMOVALE, oferecem concorrência desleal com as indústrias que recolhem seus tributos e obedecem as leis trabalhistas.
O presidente do SIMOVALE e também da Associação dos Moveleiros do Oeste de SC (AMOESC), Osni Carlos Verona, enfatiza o bom relacionamento entre empregadores e trabalhadores nas indústrias de móveis do oeste. Assinala que os avanços da convenção coletiva de trabalho refletem o amadurecimento do setor que, a cada ano, incorpora novas tecnologias de produção e novos conceitos de gestão humana e participativa.
Ao final de 2012, o presidente da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (AMOESC) e do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Vale do Uruguai (SIMOVALE), Osni Carlos Verona, afirma que foi um ano difícil em diversos aspectos, com muitas incertezas e pouca expectativa de resultados. “Apesar dos contratempos e dúvidas, o setor teve um final feliz no mercado interno e de vendas, com crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior”.
A prospecção e efetivação de negócios oportunizados pela Mercomóveis 2012 também marcaram o ano. “A Mercomóveis alavancou o polo moveleiro e contribuiu, consideravelmente, para fecharmos o ano com um saldo de crescimento positivo em relação ao ano anterior”, afirma o presidente. “Os investimentos foram em prol do capital humano, de infraestrutura, tecnologia e inovação no setor e é a esses fatores que destacamos a Mercomóveis como a maior feira do setor em Santa Catarina e a terceira maios do segmento no Brasil”.
Segundo Verona, o setor moveleiro tende a investir fortemente em produtos com o perfil resistente, bonito e barato, de modo que garantam inclusive durabilidade, conforto, sofisticação e tendências inovadoras. “Nosso planejamento estratégico para 2013 inclui o desenvolvimento das micros e pequenas indústrias, com suporte, treinamento e capacitação em gestão de negócio, de modo que cresçam com criatividade e competitividade”.
O presidente adianta que, em 2013, a aposta será a expansão da atividade moveleira com investimentos em tecnologia e design porque será um ano favorável para a construção civil, e deve beneficiar o setor mobiliário. “Isso nos proporcionará grande expectativa de negócios. O industrial estará mais confiante em apostar no cenário nacional, no qual o Governo Federal deverá prorrogar a isenção do IPI, e outros incentivos na área tributária e trabalhista, que deverão desafogar a indústria tornando-a mais competitiva. A grande vantagem dos incentivos será que o consumidor final ficará motivado e atraído pelos preços. Consequentemente isso fará com que ele busque comprar o produto”, finaliza.
O presidente da Associação dos Moveleiros do Oeste de SC (AMOESC) e do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Vale do Uruguai (SIMOVALE), Osni Carlos Verona, está otimista com o futuro do setor.
Osni é casado com Loreni Verona, natural de Caçador (SC), tem 50 anos de idade, uma filha (Adrielle) casada com Marcos Machado. É mestre em gestão e auditoria empresarial, pós-graduou-se em design e novas tendências, em gestão da produção e em administração de empresas.
Verona tem 30 anos de experiência como gerente de produção na área madeireira de portas e janelas, consultoria de indústria de móveis, desenvolvimento de supervisores e chefe de setores, designer de móveis, consultor na área de desenvolvimento produtivo empresarial, palestrante na área de empreendedorismo empresarial e proprietário da indústria Verona Móveis Ltda.
A crescente indústria moveleira do Oeste catarinense tornou-se alternativa para diversificar a matriz econômica da região?
OSNI VERONA – Nosso polo madeireiro e moveleiro vem se destacando pela integração e a busca constante em promover o setor através de feiras nacionais (Mercomóveis) e internacionais (rodadas internacionais de negócios e missões empresariais). Recentemente, de 27 a 31 de agosto de 2012, realizamos a oitava edição da feira e com grande sucesso nacional e internacional através de importantes rodadas de negócios. Nosso polo conta com aproximadamente 1.200 empresas, que geram em torno de 12.500 empregos diretos, onde somos o número um em quantidade de empresas, terceiro em número de empregos e o quarto na economia do oeste de Santa Catarina, sendo que mais de 90% são micro e pequenas empresas.
A que se deve o bom desempenho do setor na região?
OSNI VERONA – O Simovale tem mais de 50 anos de existência e trabalha em prol da Associação dos Madeireiros e Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (AMOESC) há 12 anos, promovendo toda a cadeia de madeira/móveis, sempre capitaneado por empresários de visão de futuro, que buscam resultados porque acreditaram no potencial da nossa região e saíram pelo Brasil e o Mundo promovendo este setor no qual temos os maiores fabricantes de móveis da América Latina e que cresceram junto com o segmento, tornando-se referência para muitos polos brasileiros.
Como o Sr. vê o futuro da indústria de móveis nos mercados interno e externo?
OSNI VERONA – No mercado interno estão acontecendo grandes movimentos das classes sociais. Exemplo disso é a migração de mais de 40 milhões de brasileiros que estavam nas classes D e E que subiram entre 2009 e 2011 para a classe C e estão comprando mais que as classes A e B juntas, na ordem de R$ 21 bilhões, e a classe A e B, em torno de R$ 17 bilhões. Com o mercado interno aquecido e exportações em baixa, este cenário esta tomando outra direção. Muitos consumidores da classe C estão subindo para as classes B2, B1 e A com potencial de compra superando o consumo da classe C que cresceu em 2012, comparando com o mesmo período de 2011, na ordem de 26,7%, e a classes B cresceu seu potencial de compra comparando com o mesmo período, na ordem de 50%.
Os moveleiros do oeste de pequeno e médio porte podem competir no mercado externo?
OSNI VERONA – O mercado externo está comprando muito os produtos com preços mais econômicos e competitivos que são fabricados em grande escala. O câmbio está favorável no momento, mas ainda está aquém da confiança dos empresários para ser mais competitivo devido o custo no Brasil, falta de reforma na legislação trabalhista e excesso de burocracia na liberação de créditos para investimento em tecnologia industrial.
Nesse cenário hostil e competitivo como se destaca sua empresa?
OSNI VERONA – os primeiros esboços já buscava um nicho de mercado moderno e, por ser um apaixonado pelas linhas dos anos 50 e 60, desenvolvi produtos com esta característica. Mesmo com um mercado restrito, implantamos essa ideia com a releitura que se tornou uma busca desenfreada na alta decoração no Brasil, promovida por novelas em horários nobres da televisão brasileira. Há aproximadamente nove anos nossas peças estão sendo usadas em novelas das mais importantes emissoras do País, decorando ambientes com o mais alto padrão de qualidade, acabamento, aconchego de maneira moderna e sofisticada.
Como o Sr, concilia as outras atividades dentro e fora da empresa com as entidades associativas?
OSNI VERONA – Muitas vezes sou convidado para palestrar aos alunos das nossas faculdades e universidades, também para empresários empreendedores mostrando que o sucesso depende de quatro pilares importantes que devem estar claros na mente do empresário, são eles: compaixão, fé, perseverança e esperança. Na gestão do negócio deve estar bem definido outros quatro indicadores de desempenho positivo que são: vendas, finanças, equipe e satisfação dos clientes. Com isso claro no seu plano de ação a empresa terá uma longevidade invejável, e muitas vezes será usada como referencial.
Qual é a força da indústria de móveis do grande oeste?
OSNI VERONA – Em uma área de atuação de 83 municípios há mais de 1200 empresas cadastradas, das quais e em torno de 460 estão ligadas em ações do Pólo Moveleiro. Somos o 1° em número de empresas do oeste de SC, o 3°em número de empregos do oeste de SC, o 4° setor na economia do oeste. Geramos em torno de 12.000 empregos diretos e 15.000 indiretos e mais de R$ 20 milhões em negócios por ano em exportações.
Quais são os novos desafios que o Sr. enfrenta?
OSNI VERONA – Atualmente cumpro o segundo mandato como presidente do Sindicato dos Madeireiro e Moveleiro do Oeste de SC, gestão 2009 a 2012 e reeleito de 2012 a 2015. Também sou diretor da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) gestão 2011 a 2014 e presidente da Associação dos Madeireiro e Moveleiro do Oeste de SC (AMOESC), promotora da maior feira de moveis do País, a Mercomóveis.
Informações sobre os procedimentos necessários para que as folhas de pagamento, rescisões e férias venha ser preenchida da maneira correta.
Segue informativos sobre férias coletivas e 13º salário, aconselhamos com urgência lê-las pra que possamos tomar as providencias necessárias.
Abaixo também, mais algumas informações úteis sobre os horários dos empregados.
Para conhecimento:
* Jornada de Trabalho (Art. 58 da CLT)
- Será fixada em até 8 horas por dia e até 44 horas semanais;
- Variações de horário inferiores à 5 minutos ao limite de 10 minutos diários não serão computadas.
* Jornada Suplementar (Art. 59 da CLT)
- Realizada em até 2 horas (para jornada de no máximo 8 horas por dia);
- Pagamento através de horas extra seguindo convenção coletiva;
* Controle de Jornada (Art. 74 da CLT)
- Para estabelecimentos com mais de 10 empregados será obrigatório o controle individualizado da anotação da hora de entrada e da saída, devendo haver a pré assinalação do período de repouso;
- Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário constará explicitamente em ficha ou papeleta de serviço externo;
- Não se aplica nos seguintes casos: atividade externa incompatível com a fixação de horário (anotação em CTPS), cargos de gestão (gerentes, diretores, etc.), gratificação de função igual ou superior a 40% do salário base.
* Descanso Intrajornada (Art. 71 da CLT)
Trabalho contínuo:
- De até 4 horas: não há obrigação de intervalo (com exceção se o funcionário fizer hora extra, e passar da sua jornada normal);
- Entre 4 e 6 horas: 15 minutos de intervalo (batidas marcadas nos cartão ponto);
- Superior a 6 horas: intervalo mínimo de 1 hora e no máximo 2 horas.
* Descanso entre duas jornadas (Art. 66 da CLT)
- Descanso mínimo de 11 horas consecutivas.
* Descanso na semana efetivamente trabalhada DSR (Art. 67 da CLT)
- Descanso de 24 horas consecutivas;
- Preferencialmente aos domingos;
- O descanso semanal é obrigatório.
Representantes de empresas do setor moveleiro do oeste de Santa Catarina participaram nesta semana de uma capacitação em gestão da qualidade de móveis. Promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) e com apoio da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (AMOESC) e do Sindicato das Indústrias Moveleiras e Madeireiras do Vale do Uruguai (SIMOVALE), o curso teve como palestrante o consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Anderson Pisanelli Silva.
O palestrante explicou que o verdadeiro critério de qualidade de um produto envolve essencialmente a preferência do consumidor. “A qualidade não depende só do produto, mas também dos serviços ligados à ele, afirma. Silva também conta que um produto necessário, desejado e ambicionado pelo cliente” tem, consequentemente, um valor maior no mercado. Durante a palestra foi enfatizada a necessidade de haver uma percepção das demandas do mercado.
A empresária Liliane Martelli, da Ferrotelli Design, afirmou que a capacitação instiga um olhar além do mercado nacional, também para exportação. Ela conta ainda que o curso incentiva que os empresários foquem não só na produção, mas que se preocupem com o transporte e a venda, que inclui a relação entre vendedores e clientes. “A qualificação abre a mente, direcionando o olhar na empresa e a expectativa para um desenvolvimento mais seguro e promissor, como por exemplo no desenvolvimento do design”, ressalta.
A capacitação abordou temas como pesquisa de mercado, adequação no projeto do produto, incluindo embalagem, e adequação no processo de produção. Também falou sobre o estabelecimento de canais de exportação e de escritórios de venda.
O vice-presidente regional da FIESC e vice-presidente da AMOESC/SIMOVALE, Waldemar Antonio Schmitz, se mostrou contente com a procura pela qualificação no setor. “A ascensão do mercado moveleiro no oeste é importante para que os empresários tenham a percepção do quão importante é a busca pela qualificação no setor”.
A iniciativa faz parte do Programa Al-Invest, que tem objetivo de fortalecer o apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas latino-americanas.
PALESTRANTE
- Empresários do setor moveleiro do oeste catarinense são capacitados em gestão da qualidade de móveis
- Foi uma oportunidade de aprender e tirar dúvidas, pensando no mercado interno e externo
As empresas do setor moveleiro do oeste catarinense participarão, nesta terça-feira (23), de uma capacitação em gestão da qualidade de móveis. A atividade é promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com apoio da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (AMOESC) e do Sindicato das Indústrias Moveleiras e Madeireiras do Vale do Uruguai (SIMOVALE).
O curso acontece das 9 às 18 horas no auditório da AMOESC/SIMOVALE e será ministrado pelo consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Anderson Pisanelli Silva. A capacitação abordará temas como pesquisa de mercado, adequação no projeto do produto (incluindo embalagem) e adequação no processo de produção. Também falará sobre o estabelecimento de canais de exportação e de escritórios de venda.
O vice-presidente regional da FIESC e vice-presidente da AMOESC/SIMOVALE, Waldemar Antonio Schmitz, conta que com o mercado moveleiro em constante expansão é preciso qualificar cada vez mais a mão de obra, e também, preparar os empresários para este mercado, que está em ascensão.
A iniciativa faz parte do Programa Al-Invest, que tem objetivo de fortalecer o apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas latino-americanas. Mais informações pelo telefone (49) 3328-6669.
PALESTRANTE
O curso será ministrado pelo consultor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Anderson Pisanelli Silva. Graduado em artes visuais pela Universidade Estadual de Londrina, possui pós-graduação em moda e cultura e em fotografia. Também é técnico em confecção industrial pela Westminster College, de Londres.
Amoesc e Simovale assinam convênio para implantação do programa
Com o objetivo de fortalecer os setores industriais de Santa Catarina, atuando para aumentar a competitividade das empresas e ajudá-las a acessar novos mercados, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Econômico e Sustentável, lançou o Programa Nova Economia@SC na última semana. Em Chapecó, o convênio para a implantação do programa nos polos de móveis e madeira foi assinado entre a Associação e o Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Amoesc/Simovale), Secretaria do Estado e Sebrae/SC.
A assinatura da proposta teve a representação do presidente da Amoesc/Simovale, Osni Verona, dos empresários Marcelo Alberti e Jorge Adur, além do diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Guilherme Zigelli, secretário de Estado e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, prefeito de Chapecó José Cláudio Caramori, presidente da Alesc Gelson Merísio e demais autoridades.
“O projeto prevê ações de capacitação e diagnóstico dentro das empresas e dos setores de móveis e madeira, com acompanhamento individual pelos agentes de operação financeira e inovação do Sebrae/SC, além de rodadas de negócios para comercialização”, assinalou o secretário de Estado Paulo Bornhausen.
Os setores moveleiro e madeireiro estão entre as prioridades para atendimento do projeto de Fortalecimento dos Polos Industriais, que contempla ainda o setor alimentício, plástico e borracha, tecnologia de informação e comunicação, vestuário e eletrometalmecânico. Serão atendidos mais de 2.400 empreendimentos em todo o Estado.
A ação também faz parte do Arranjo Produtivo Local de Móveis do oeste do Sebrae/SC. As empresas participantes terão atendimento em inovação e tecnologia, melhoria da gestão e ações de mercado.
O diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Guilherme Zigelli, salientou que através da iniciativa será possível fortalecer ainda mais o empreendedorismo catarinense que já é considerado destaque no país. “Os setores de móveis e madeira têm grande representatividade na economia do Estado e empregam boa parte da mão de obra da região. Por isso, investimentos nessas áreas são prioridades para que as empresas continuem crescendo e competindo no mercado”.
De acordo com o presidente da Amoesc/Simovale, Osni Verona, este incentivo estimulará o ingresso de novos empreendimentos, mas, também, o fortalecimento das empresas que já atuam no mercado. “O projeto veio em boa hora, pois é um momento em que os empresários do setor encontram grandes dificuldades para agregar novos compradores. Através das ações, poderemos reduzir custos, melhorar os processos, aumentar a receita e a produtividade. A região oeste ganha com isso”, enfatizou.
Além do projeto de Polos Industriais, o programa Nova Economia@SC conta com outros quatro projetos: Juro Zero, Polos de Economia Verde, Desenvolvimento Territorial e Ilumina.
A Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (AMOESC) e do Sindicato das Indústrias Moveleiras e Madeireiras do Vale do Uruguai (SIMOVALE) reuniram na última quarta-feira (11), no auditório das entidades, associados de toda a região para assembleia geral ordinária. Entre os assuntos em pauta estavam a aprovação de contas e balanço das atividades realizadas em 2011.
A reunião foi presidida pelo presidente da Amoesc/Simovale, empresário Osni Carlos Verona, com assessoria do diretor executivo Leonel Felipe Beckert.
Após a aprovação das matérias de natureza jurídica e administrativa da Amoesc e do Simovale, os associados discutiram as ações para 2012. Entre os destaques está a realização da Mercomóveis 2012, programada para o período de 27 a 31 de agosto, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC). Cerca de 200 expositores de grande, médio e pequeno porte do setor mostrarão novos conceitos em móveis, arquitetura, design e decoração para os mais variados estilos. As expectativas apontam para mais de 20 mil visitantes e negócios estimados em R$ 200 milhões.
Outras ações previstas terão como foco o fortalecimento do setor. Hoje, as indústrias madereiras e moveleiras ocupam o primeiro lugar no Estado em número de empresas – 1200 empreendimentos de micro, pequeno, médio e grande porte, é o terceiro setor que mais gera empregos e o quarto em geração de economia no oeste barriga-verde.
“O setor no oeste vem crescendo e é possível que ainda neste ano ultrapasse o norte, que até então é região de referência na industrialização de móveis e madeiras”, observou o empresário e vice-presidente regional da Fiesc, Waldemar Schimitz.
As reuniões itinerantes na região deverão ser uma prioridade para discutir questões ligadas ao setor. “Contamos atualmente com mais de 80 associados, mas a maioria reside em municípios próximos a Chapecó. É fundamental criar novas estratégias para que nossos associados participem. Dessa forma, ampliaremos a defesa em prol dos interesses desta classe tão importante para a economia regional, mas que enfrenta muitos desafios para crescer”, defendeu o presidente Osni Verona.
Uma iniciativa inédita marcará o mês de junho em Chapecó. O setor moveleiro, através da Mercomóveis 2012, participará no período de 5 a 8 de junho, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, das exposições da Semana do Meio Ambiente, promovida pela Prefeitura Municipal de Chapecó.
A participação demonstra a preocupação do setor moveleiro em preservar a natureza e integra o conjunto de ações voltadas à sustentabilidade implantadas pela feira. Nesta oitava edição da Mercomóveis, a comissão central organizadora lançará a ação “ecoeficiência industrial”, que consiste em disponibilizar espaço e motivar as empresas expositoras a apresentarem os cases voltados à preservação do meio ambiente.
Os chapecoenses e a comunidade regional poderão conferir na exposição da Semana do Meio Ambiente alguns exemplos de empreendimentos que implantaram medidas de sustentabilidade. O presidente da Mercomóveis 2012, Nivaldo Lazaron Junior, explica que muitas empresas já implantaram ações na área ambiental, como o sistema de captação de água da chuva, ações para redução de resíduos, equipamentos e máquinas com dispositivos de diminuição do consumo de energia.
FEIRA
A Mercomóveis está programada para o período de 27 a 31 de agosto, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC) e reunirá indústrias de grande, médio e pequeno porte do setor. Também estão confirmados a 2a Mostra de Máquinas Moveleiras (gerou em torno de R$ 8 milhões em negócios na 1a edição, em 2010) e o 5° Salão Design.
As expectativas apontam para mais de 20 mil visitantes. Os negócios estão estimados em R$ 200 milhões. Serão mais de 14 mil metros quadrados de área, com cerca de 9 mil metros para exposição, disponibilizados nos pavilhões do parque.
A Mercomóveis 2012 conta com o patrocínio da Guararapes (chapas e painéis), Norton (lixas e abrasivos), Dioxyl Revestimentos Químicos (marca Glascor Tintas), Alternativa Editorial (Revistas Móbile Lojista, Decore e Móbile Fornecedores),da FIESC, Badesc, BRDE e do Governo do Estado de Santa Catarina. O apoio é da Prefeitura Municipal de Chapecó e do Sebrae/SC.










